sábado, 30 de julho de 2011

Férias...

Finalmente!
Descanso do trabalho, da bike e outras coisas que tais!
Durante alguns dias, poucos, vamos dar tréguas ao corpinho e aproveitamos para ver outros (corpinhos) bem mais interessantes, na praia, claro. 

Aproveitamos para beber umas cervejolas bem frescas e comer petiscos. 
Passeamos e admiramos as belezas que o mundo nos oferece.
Divirtam-se e boas férias!

domingo, 17 de julho de 2011

124 kms...

124 kms, foi até hoje a maior distância feita duma só vez, por dois pmc's. De sete apenas 2 compareceram ao desafio. O João ainda apareceu, mas para desejar boa volta. 
8h 30m da manhã, partimos, eu e o Rui para uma volta desenhada no Google que ligava o Choupal à praia de Mira e regresso num total de 104 kms. 
Um orvalho agradável acompanhou-nos durante alguns quilómetros. Passámos pelo trilho do sarilho e notámos que tem cada vez mais melhorias, sem dúvida um trabalho de louvar.
Até à zona industrial de Cantanhede rolámos sem dificuldade, mas daqui para a frente a areia mole fez a sua aparição e alguma vezes teve que ser a pé e a empurrar a bicla.
Na localidade de Franciscas os caminhos do Google tinham desaparecido e andámos às voltas durante algum tempo até descobrir o trilho certo. Mas, valeu a pena porque descobrimos que nesta povoação ainda circulam muitas pasteleiras com cestos em vime no suporte traseiro para transporte das mais diversas coisas. A tradição ainda é o que era!
Na povoação da Ermida entrámos na ciclovia que nesta zona tem o piso um pouco degradado, apesar de tudo, as bermas tinham sido limpas à pouco tempo permitindo ver diversos tipos de aves na ribeira. 
A ciclovia junto do lago do hotel está ocupada nalgumas zonas com vegetação, mas a paisagem supera este aspecto negativo. Em mau estado e perigosas estão algumas pontes e passadiços na zona da barrinha de Mira. A C M de Mira fez esta infraestrutura muito bonita, mas, como muita coisa em Portugal cai no esquecimento e  a degradação e abandono tomam conta das coisas.




Chegada à Praia de Mira e com vontade de comer massa para repor os níveis de hidratos de carbono, demos duas voltas pela localidade e nem um só restaurante tinha este prato tão simples, agradável e rápido de fazer. Vitela com arroz foi o mais parecido que encontrámos, acompanhada de cerveja bem fresca, rematado por mousse de chocolate caseira (é verdade).
De volta à estrada e as pernas não queriam obedecer às ordens do cortéx, mas pior ficou quando fomos obrigados a fazer uma recta em alcatrão com vários quilómetros com o piso cheio de bossas e no meu caso particular com péssimas consequências para as minhas "nalgas" e que à hora a que escrevo este post, se encontram em mau estado de conservação. Quer isto dizer que a minha próxima aquisição vão ser uns calções com protecção mais amiga do rabo.
O regresso a Coimbra (Choupal) teve  mais alcatrão do que terra, mas, o mau ou péssimo estado de diversas partes do corpo dos dois pmc's, justifica esta situação. Pelo caminho ainda parámos na praia fluvial de Olhos da Fervença, sempre cheia de gente e se o tempo estivesse mais quente o mergulho era certo. 
124 kms depois, mais 20 do que o previsto, estávamos novamente no Choupal, contentes, porque nenhum de nós tinha feito uma distância assim de bicicleta duma só vez. Valeu a pena e depois desta, venham outras.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Força de vontade...


Tudo se passou em breves segundos, mas foram instantes suficientes para mudar uma vida. Imaginemos uma pedra de cinco quilos a partir o para-brisas do carro, um pedregulho que saltou à passagem de um camião à sua frente e o atingiu, depois, em cheio na cabeça. Há um enorme aparato, embora nunca ninguém tivesse tirado a limpo o que fazia aquele paralelepípedo cinzento no meio da autoestrada.
Sabe-se, apenas, que o condutor se despistou, já sem sentidos, e passou dois meses em coma, a lutar pela vida, num hospital. 
Apesar da brutalidade da pancada, que lhe provocou afundamento do cérebro, com perda de massa encefálica, não morreu porque, diz ele, queria viver.
"Já foi há 14 anos, mas lembro-me como se fosse ontem." Miguel Vilar, então com 40 anos, entrou na A5, a caminho de Cascais, e nem percebeu bem o que lhe aconteceu.
"Foi no dia 28 de janeiro de 1997 e ia para casa. Eram 11 da manhã." A recordação ainda está tão presente que impressiona.
Piloto português pioneiro nas competições automobilísticas, a tentar uma carreira em campeonatos internacionais de monolugares, em fins da década de 1980, dois meses após ter saído de coma, Miguel passou a empreender uma corrida pela vida. Pouco depois do acidente, o irmão Duarte descobriu, numa revista, o trabalho do neurocientista português António Damásio, conceituado especialis ta mundial em estudos do cérebro. Para Miguel, parecia ser a única saída. E correu para o telefone.
"Na altura", conta, "ele [Damásio] ainda estava no Iowa. Fui atendido por um assistente que me disse: 'Mande uma carta.' Ainda hoje é meu amigo, o Neil." Em breve, acompanhado da então sua mulher, estava em frente de Damásio. "Disse-me que o tratamento custava perto de 6 mil contos", relata. "Depois, apareceu com um papel para eu assinar. Basicamente, servia para autorizar tudo o que se fizesse em mim, para um estudo em benefício da Humanidade. Tornou-me num case study." Ou seja: ficou quase sem encargos, já que o laboratório da Universidade do Iowa custeou grande parte das viagens. Foi o primeiro passo para que um caso considerado perdido se transformasse num exemplo de sucesso. Submeteu-se a uma bateria de testes e a mais de 40 operações, com muitos ferros, hoje guardados numa gaveta, em sua casa, tal como o pedregulho cinzento que lhe mudou a vida.
Ainda assim, até voltar a sentar-se ao vo lante de um carro, passaram oito anos. Estávamos em 2005, quando organizou essa primeira corrida, um assumido tributo a quem o ajudou a levantar-se do chão. No Autódromo do Estoril, sentiu, de novo, o estremecer de um motor, no caso, de um Honda encarnado, decorado, entre outros, com os nomes de António e da sua mulher, a igualmente cientista Hanna Damásio. No pódio, foi-lhe entregue a Taça Coragem.


O TRIUNFO DA TEIMOSIA
Agora, quer render nova homenagem ao neurocientista, atravessando de bicicleta os EUA, da costa Este à Oeste, com partida no próximo dia 17. Objetivo: ao cabo de 42 dias e de 4 008 km percorridos (ver infografia), chegar a Los Angeles a tempo de celebrar os seus 55 anos, num jantar com o casal Damásio. Segundo o médico, o aniversariante é um sobrevivente. Miguel Vilar responde que aprendeu a transformar obstáculos em desafios.
A paixão pelos carros cresceu-lhe desde que viu o filme Grand Prix, com James Garner e Yves Montand. Em 1988, saltou as fronteiras disputou campeonatos da então Fórmula Opel, ao lado de nomes que ficariam inscritos a ouro na história dos pilotos, do inglês Damon Hill ao finlandês Mika Hakkinen. Miguel diz que não chegou onde gostaria. "Se calhar, também não tinha o talento com que sonhava." Mas ninguém lhe tira o pioneirismo desportivo nem a ousadia de, como empresário, cedo se ter lançado na comercialização, em Portugal, de barcos de recreio de luxo e de bicicletas topo de gama.
Casado, com três filhos, acostumado ao sucesso assim era, até àquele dia de 1997. Depois, a família desmoronou-se e as suas duas empresas foram à falência, no meio de um processo kafkiano com a Brisa, que veio a ser absolvida de qualquer responsabilidade em tribunal. De um dia para o outro, viu-se obrigado a refazer tudo.
Após o acidente, a indemnização demoraria oito anos a chegar: um tribunal determinara que o Instituto de Seguros de Portugal (ISP), através do Fundo de Garantia Automóvel, o compensasse pelos danos sofridos. Mas o ISP recorreu. As dívidas acumulavam-se. Tentou o suicídio por duas vezes. Até que o Supremo Tribunal de Justiça confirmou aquela sentença. "Não desistam nunca", insiste Miguel Vilar. "Os meus amigos dizem que só o consegui porque sou teimoso e não gosto de perder. Na prática, o meu pior defeito tornou-se na minha salvação."


CORRIDA INTERMINÁVEL
No dia de 2005 em que se sentou, de novo, num carro de competição, Miguel Vilar recorda-se de lhe perguntarem se aquela prova também era para vencer. "Já ganhei ", respondeu. Para ele, o importante sempre foi recuperar e não se deixar consumir pela sina. "A minha corrida era outra." Aos poucos, retomou a vida normal.
"Nunca parei!" e até voltou a estudar, ao inscrever-se, há dois anos, em Ciência Política e Relações Internacionais, na Lusófona.
Damásio dixit: estamos perante um "verdadeiro tributo à força de vontade".
É esta mensagem positiva que impulsiona Miguel no desafio de cruzar os EUA de bicicleta. Há meses que se prepara é vê-lo em treinos, todos os dias, em Cascais. Chega a percorrer 80 km de uma vez. Durante mês e meio, essa deverá ser a média diária.
Vai sozinho mas seguro: "Posso dizer que comecei a correr aos 17 anos e ainda não acabei." Como falamos da América, apetece proclamar: "Yes, he can!" 
Visão

sábado, 9 de julho de 2011

Rui Costa vence etapa do Tour...


O ciclista português Rui Costa (Movistar) venceu hoje a oitava etapa das 21 da volta à França, somando o seu primeiro triunfo no Tour.
O português terminou isolado os 189 quilómetros entre Aigurande e a estância de desportos de Inverno de Super-Besse Sancy em 4.36.46 horas.
Depois de cortar a meta, o ciclista irradiava felicidade.
«É Uma vitória muito importante para mim. Ganhar uma etapa do Tour sempre foi um sonho e foi incrível. Ainda não acredito que ganhei a etapa.»
Rui Costa explicou que atacou num «momento crucial e em que os meus companheiros estavam um pouco desgastados».